ALMANAQUE DA HORA!

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Marcela Vaz Silva- Uma cadeirante que casando-se paraplégica já contrariou algumas expectativas de vida reservadas para os chamados diferentes. Esse foi apenas o começo, pois Tchela, como é carinhosamente conhecida na blogsfera,  ao lado de seu marido Benê constituíram  uma família super feliz com dois filhos: o Ricardinho e mais recentemente Luiz Felipe (cuja gravidez e nascimento tivemos oportunidade de acompanhar pela internet). E como se não bastasse ter uma vida comum como todo mundo, essa irrequieta senhora deu de querer mudar o mundo, pra melhor é claro, e vai à luta com uma arma poderosa em mãos: a internet! Veja um exemplo: Garantia para quem? , e vai por aí afora, exigindo seus direitos por onde passa, como vestiários apropriados em lojas, dando exemplo pra muita gente...

 

Conheça seu blog, Maré:

 

 

TCHELA

  Antes da paraplegia, entre os cinco e os seis anos, eu já freqüentava a pré-escola, mas o período de internação e reabilitação me deixou fora da escola dos seis aos nove anos. Fui alfabetizada em casa por minha mãe. Retomei meus estudos, na AACD, pulando a primeira série e indo direto para a segunda. Por lá fiquei até o término da terceira série e aprendi que minha deficiência não me fazia diferente de outras crianças, mas exigia de mim dedicação e esforço para me tornar independente. Daí em diante, fui para a vida, junto a alunos comuns em escolas comuns e isso foi extremamente importante para mim.
         Eu estava empolgada para ir para a mesma escola em que meus irmãos estudavam, para estar entre crianças comuns, sem precisar mais ficar quase o dia todo fora de casa.
         Em minha primeira escola, depois da AACD, fiquei apenas dois meses. A escola era recém construída e toda cheia de rampas, mas não me sentia bem por lá, pois minha cadeira era vista como brinquedo por algumas crianças que gostavam de descer as rampas me empurrando bem rápido. No começo era até divertido...
Leia mais... 

Estimula a inclusão social e digital, disponibilizando informações sobre a Deficiência

 

TOGU

       Antonio Augusto Bertrami, mais conhecido pelos amigos como Togu nasceu em 14/12/1961 em Tatuí-SP, superou a Síndrome de Down transformando-se em um produtivo e perseverante artista plástico, graças ao apoio da família e de muita auto estima. Hoje mostra seus trabalhos na internet e conta conta com um rol de amigos espalhados pelo Brasil todo.                             clique aqui:

 

Conheça o blog do TOGU:

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    Conheça os trabalhos de TOGU.

      Numa rápida análise você perceberá que o estilo do artista é característico e inconfundível. Podemos descobrir a autoria dos quadros mesmo sem sua assinatura .

       A harmonia salta aos olhos. A suavidade das cores, mesmo usadas em  tons fortes é uma característica constante.   

        Seus temas colhidos no dia-a-dia, às vezes decorrentes de experiências pessoais, às vezes motivos veiculados na mídia ou chavões do inconsciente coletivo, são abordados de forma muito criativa constituindo-se num universo peculiar.

       Segundo relato de suas irmãs, TOGU é muito metódico e disciplinado em seu trabalho. Um bom material para apreciação de professores e uma ótima sugestão para ser trabalhada em sala de aula

 

 

DIA INTERNACIONAL

 DA MULHER

 Porque 8 de março ?

LEIA AQUI

 

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA

A cartilha eletrônica "Educação para a Cidadania", criada pela Escola do Legislativo, é destinada a professores e alunos do ensino médio e aberta a todos que quiserem entender melhor o tempo presente e buscar novas formas de participação política, nos limites da democracia.

A cartilha pode ser usada livremente, tanto pelo corpo docente quanto pelos estudantes, nas diversas disciplinas. (Assembléia Legislativa de Minas Gerais)

 

       O Almanaque da Hora  iniciou aqui uma série de matérias relacionadas com questão da cidadania.

      Nosso primeiro tema referiu-se ao problema vivenciado pelos povos indígenas, ribeirinhos e pelos quilombolas (remanescentes de escravos cuja liberdade foi conquistada muito antes da Lei Áurea) que vivem em nossa região, mais precisamente no Vale do Ribeira.

      Ameaçados pela construção de usinas hidrelétricas, que inundariam suas terras, estes povos temem este rude golpe em sua  luta centenária pela sobrevivência harmoniosa com a natureza e em seus projetos de desenvolvimento auto-sustentáveis.

     Além de beneficiar apenas grandes indústrias localizadas na capital, estas represas causariam um enorme impacto ambiental na região, diminuindo também  nossas potencialidades turísticas.

     Veja entrevista com Oriel Rodrigues, 30 anos, nascido na comunidade de Ivaporunduva, município de Eldorado, no Vale do Ribeira. E saiba mais sobre estas bandeiras aqui:

Fundado em 1994, para propor soluções de maneira integrada a questões sociais e ambientais, o ISA tem como objetivo principal defender bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos 

 

A realidade é uma esfera

Caro Edson,

Ao visitar o Almanaque da Hora li a coluna Cidadania e não posso deixar de expressar minha discordância com relação à parte do que li. Refiro-me ao trecho "Além de beneficiar apenas grandes indústrias localizadas na capital, estas represas causariam um  enorme impacto ambiental na região, diminuindo também  nossas potencialidades turísticas."

É apenas uma frase, citando três aspectos negativos atribuídos à barragem que uma indústria pretende, há décadas, construir no Vale do Ribeira. Como acompanho esta questão a certa distância desde há muito tempo e, por outro lado, trabalho na área de licenciamento ambiental de empreendimentos, sinto-me na obrigação de contra-argumentar essas afirmações. Ao fazê-lo, vejo-me, para meu espanto, defendendo interesses da tal grande indústria! Quem diria, penso eu. Até já fui estagiário desse grupo industrial que pretende a construção, nos anos 70, e, se gostasse  tanto assim dele,

provavelmente ainda estaria nele trabalhando. Também já prestei serviços para este grupo, mais recentemente, mas não é por isso que quero contra-argumentar. É em nome da razão. Da verdade. Da realidade. Mas, aí, me vem à mente outra questão: quem esta com a razão? Dúvida eterna do ser humano.

 Mas, é-nos possível garimpar entre os pensamentos e detectar aqueles

que grosseiramente atentam contra a razão. Essa é uma ponta do fio no emaranhado, que podemos puxar. Dentre os três aspectos negativos a que me referi, dois deles são bastante polêmicos em sua apreciação, pois dependem em grande parte dos valores de cada um, além do nível de hipocrisia que cada um aceita para si. Refiro-me ao "enorme impacto ambiental" e à "diminuição das potencialidades turísticas".

                Não quero me ater a estas duas questões, embora manifeste aqui que conheço bem a região, morei e trabalhei nela por muitos anos e sou a favor da construção da barragem, não porque considero os seus impactos negativos irrelevantes, mas sim porque considero os benefícios advindos da sua construção mais relevantes do que os negativos.

Mas, o terceiro aspecto citado: "beneficiar apenas grandes indústrias localizadas na capital" me parece uma ponta da linha emaranhada que é a discussão que hoje avança pelo Brasil, e pelo mundo também, na qual, vestidos com o discurso inatacável e altruísta de proteção à natureza, muitos estão lucrando financeiramente, muitas vezes de maneira enganosa para o povo, tal como fazem algumas igrejas famosas e fizeram recentemente, partidos políticos, empunhando bandeiras inatacáveis enquanto adotavam práticas execráveis. Devo lembrar que apenas as bandeiras são inatacáveis, os homens devem ser sempre observados criticamente, pois não faltam exemplos na história de "picaretas" que se utilizaram do maniqueísmo para conseguir seus intentos espúrios.

             Eu faço uma pergunta para que cada um busque em si a resposta: uma indústria beneficia somente a si própria? Não vou aqui expressar minha resposta a essa pergunta, porque ela me parece óbvia. Feita esta pergunta, eu os convido à leitura de um artigo publicado por um professor da Universidade Estadual de Maringá, onde ele aborda mais profundamente a questão do maniqueísmo, na página: http://www.espacoacademico.com.br/007/07ray.htm

           O caminho-da-roça é o mais fácil, mas ele nos leva sempre ao mesmo lugar. Acredito que o caminho para o desenvolvimento social de um povo está condicionado à sua capacidade de se organizar através da criação e cumprimento de leis, perante as quais todos são iguais. Não acredito em caminhos alternativos ao diálogo e à conquista política.

          Pode parecer muito estardalhaço sobre uma simples frase, mas acho que nela esta embutida uma grande questão que, na minha opinião, aponta o Brasil para o caminho do empobrecimento e subserviência, enquanto uns poucos resolvem suas vidas financeiramente, tal como alguns "bispos" famosos... Estão impregnando no imaginário popular, com muito sucesso, que todo empreendimento produtivo atenta contra o meio ambiente e deve ser impedido de funcionar. Isso já está causando encarecimento dos produtos nacionais, seja pelo aumento de custos, seja pela diminuição de oferta e, pior, tende a aumentar ainda mais, atrasando o desenvolvimento econômico e social de nosso país. Estamos atirando em nossos pés, mas dizer tudo isso não é politicamente perfeito como dizer vamos salvar a natureza, não vende nada...

         Espero que o Almanaque da Hora mantenha-se sempre ao largo de discursos maniqueístas, pois estes estão invariavelmente relacionados a interesses escusos. Para mim, a realidade é como uma esfera, não tem lados, mas tem infinitos pontos de vista, e eu não quero nunca estar preso a um deles, por quaisquer motivos.

         Um abraço.

                                                                                                             Emerson Panis Kaseker

Pretendemos relacionar aqui sites que possam orientar o cidadão de bem a conhecer e lutar por seus direitos!

 

Se quiser colaborar, mande sua sugestão para artevacuo@ig.com.br