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DISTINTOS AUTORES:
Atrás do balcão, Odil Miranda
Ribeiro;
sentados, da esquerda para a
direita,
Tiago Recchia, Dante Mendonça,
Ernani Buchmann e Luiz Antônio Solda
Fotografia de Tânia Buchmann
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DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE SOBREVIVÊNCIA NO BOTECO, SEM
MESTRE

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OLHERA
Por
Ernani Buchmann
Há bares e bares.
Bares chiques e botecos chinfrins e se você tiver que escolher entre um e outro,
opte sempre pelo chinfrim.
Grandes e
minúsculos, antigos e modernos. Bares de toda ordem e também aqueles em que a
ordem é nenhuma. Se reduzíssemos o Brasil a um bar talvez o país fosse melhor -
mais animado seria, tenha certeza.
Nesta Curitiba de
tantos invernos, temos bares especiais, sempre com gelo e limão. Em todos entro
acompanhado do superego que teima em me vigiar e, lá dentro, consigo fugir.
Basta a primeira dose para que eu me transforme no verdadeiro eu mesmo.
Não esqueça,
cavalheiro: tenha sempre em mente que não se pode confiar em lugares que não
tenham bares.
Meu
reino por um bar, berrei ao Odil do Ao Distinto Cavalheiro, jogando
no balcão com o vidro de pimenta do reino único que disponho. Dante Mendonça
é amigo de infância de todos os bares. Cartunista como o Jaguar, gosta de
botecos como os brasileiros mais jaguaras apreciam. Um catedrático dos bares
da vida, com o perdão e talvez a benção de Fernando Brandt. Frequenta o
Distinto com tal intimidade que imagino ser ali sua casa. Não mija de
porta aberta, mas tem autorização para tanto. O cavalheiro conhece distinção
maior?
Nosso editor foi bater o ponto
no boteco e, em breve,
voltará trazendo alguns
lances desta relíquia da literatura e o endereço do
Distinto
para quem quiser entrar em
contato.
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